Cada um oferece o que tem

“Cada um oferece o que tem”

Você já leu ou ouviu esta frase ou algo com o mesmo sentido?

Eu já tinha lido e até mesmo discutido brevemente sobre isso, mas ultimamente ela têm batido na minha porta e me fazendo refletir muito mais sobre.

Quantas vezes esperamos atitudes, sentimentos, retornos das pessoas de nosso círculo e elas simplesmente “nos deixam na mão”?

Quantas vezes você já se doou para uma pessoa e não recebeu exatamente o que esperava?

Sim, tem muita gente féla duma P#%@ que só quer sugar mesmo, não me iludo quanto a isso não, mas tem muita gente também que não é capaz de oferecer mais dela, porque simplesmente ela não tem mais nada para oferecer, só isso.

E tem mais, essa mesma pessoa pode ter mais para oferecer para uma outra pessoa, mas não para você e sabe por quê? Porque não somos iguais para todas as pessoas, é isso mesmo que você leu. De certa forma nos “moldamos” para cada pessoa, para cada situação.

Não somos engessadas e estáticas, somos seres fluidos que se moldam de acordo com a situação, a necessidade.

Temos sim nossas características “fixas”, nossa forma de pensar a qual não mudamos, mas dentro deste círculo há espaço para sermos/fazermos tantas coisas diferentes.

Nós não somos como estamos. Cada dia estamos diferente e isso não nos faz ser exatamente como estamos num determinado dia.

Há dias em que acordo sem a mínima paciência, mas isso não faz de mim uma pessoa impaciente, entende?

Escrevo aqui reflexões sobre mim e agora falando a real, eu nunca havia invertido o ângulo desta história, me questionando sobre o quanto já deixei de oferecer para uma outra pessoa.

Aí o bicho pega viu! Quando começo a me auto avaliar, a olhar para o dedão que aponta para mim, quando aponto o dedo indicador para o outro, quando me desafio a olhar para dentro de mim e a questionar as minhas atitudes, aquelas mesmas que questiono nos outros, eita que vem coisa forte.

Quantas vezes fui rasa com alguém que me procurou? Será que eu não poderia ter me doado mais ou naquele momento era apenas aquilo que conseguia oferecer?

Faço esse jogo comigo mesma, mas costumo ser, na maioria das vezes, bem questionadora. Não dou boi não, não passo a mão na minha cabeça – depois me acolho, mas no momento do pega pra capar eu sou bem rígida comigo porque sei que se eu não for assim eu fujo da verdade.

E a verdade vem e nem sempre é coisa boa e tá aí a maravilha de se conhecer, é poder se corrigir e assim evoluir, se tornar melhor para si e para o outro.

Essa reflexão começou quando questionei a atitude de uma pessoa comigo, depois pensei que não poderia cobrar dela nada além do que ela tinha para me oferecer, pronto, assunto resolvido. Só que não.

Logo depois inverti o lado e me perguntei se eu havia dado tudo aquilo que eu era capaz de doar para ela. Para esta pessoa em questão sim, mas como não costumo refletir de forma superficial, gosto de sempre me cutucar porque na maioria das vezes tem coisa guardada, fui além.

E o além me levou para bem dentro mesmo e, percebi que estive ausente para algumas pessoas as quais não deveria ter estado, mas a vida é assim, feitas de erros e acertos e agora que tenho esse conhecimento sobre mim, vou me atentar para não errar novamente.

Mas terão dias em que não terei nada mais para oferecer, além daquilo que estou doando e é isso.

Dani Braz. #danisemfiltros

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